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4/01/2013

Povo dos Estados Unidos

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Americanos, estadunidenses, estado-unidenses, ianques ou norte-americanos
Flag of the United States.svg
Bandeira dos Estados Unidos
População total
308.745.538[1]
Censo dos Estados Unidos de 2010
Regiões com população significativa
 Estados Unidos 315.051.000[2]
estimativa populacional atual
 México ~ 738 mil[3]
 Canadá ~ 688 mil[4]
Filipinas ~ 250 mil[5]
 Reino Unido ~ 224 mil[6]
Libéria ~ 160 mil[7]
 França ~ 100 mil[8]
 Israel ~ 100 mil[9]
Alemanha ~ 99 mil [10]
Brasil ~ 70 mil[11]
 Hong Kong ~ 60 mil[12]
 Austrália ~ 56 mil[13]
 Japão ~ 52 mil[14]
Costa Rica ~ 40 mil[15]
 Noruega ~ 33 mil[16]
Líbano ~ 25 mil[17]
 Nova Zelândia ~ 17 mil[18]
Línguas
inglês (predominante) e espanhol
Religiões
Protestantismo, catolicismo, judaismo, islamismo, budismo e outras religiões
Grupos étnicos relacionados
Ingleses, povos autóctones, africanos, italianos, espanhóis, alemães, mexicanos, japoneses, escoceses, irlandeses, polacos, cubanos, chineses, coreanos, vietnamitas, indianos, filipinos, brasileiros, portugueses.
Americanos, norte-americanos, ianques,[19][20] estadunidenses[21][22][23] ou estado-unidenses[24] são os cidadãos dos Estados Unidos da América.[25] O país é o lar de pessoas de diferentes origens nacionais. Como resultado disso, os americanos não equacionam a sua nacionalidade com a etnia, mas com a cidadania.[26][27] Com exceção da população nativa, quase todos os americanos ou os seus antepassados ​​imigraram para o país nos últimos cinco séculos.[28]
Apesar de sua composição multiétnica,[29][30] a cultura americana é exercida em comum pela maioria dos americanos, uma cultura ocidental em grande parte derivada das tradições de imigrantes europeus ocidentais.[29] Ela também inclui influências da cultura afro-americana.[31] A expansão para o oeste integrou os crioulos e cajuns da Louisiana, os hispânicos do sudoeste e trouxe um contato próximo com a cultura mexicana. A forte imigração no final do século XIX e início do século XX a partir da Europa meridional e Oriental introduziu uma variedade de elementos. A imigração proveniente da Ásia, África e América Latina também teve impacto. A expressão "caldeirão cultural" descreve a maneira como as várias gerações de americanos celebraram e trocaram distintas características culturais entre si.[29]
Além dos Estados Unidos, americanos e pessoas de ascendência americana podem ser encontradas internacionalmente. Estima-se que cerca de três a sete milhões de americanos estejam vivendo no exterior e compõem a diáspora americana.[32][33][34]

Índice

Gentílico

O termo estadunidense é legitimamente aceito por fontes confiáveis como sinônimo de americano ou americano-do-norte,[20][35][36][37] porém o uso de termos como "americano" e "norte-americano" nessa situação costuma ser considerado inexato ou inadequado por algumas fontes,[38][39][40][41] que entendem ser americano utilizável apenas quando relativo a toda a América e que mesmo o termo norte-americano como sinônimo de pertencente aos EUA, é depreciativo a mexicanos, canadenses, gronelandeses, são-pedrenses ou bermudenses, embora mesmo os canadenses chamem seus vizinhos do sul de americanos.[42][43]
Este tipo de crítica, porém, eventualmente envolve uma abordagem politizada, calcada em argumentos linguísticos e onomásticos, caracterizada como uma "tomada de consciência" perante as constatações citadas acima, como deixa claro a linguista e professora Florence Carboni,[44] em sua crítica ao uso do termo "americano" como sinônimo de estadunidense:
"A categoria "estadunidense" não constitui tentativa esquerdista de riscar do mundo da linguagem e dos vivos a população daquela grande nação, como já assinalado. Trata-se apenas de pequena tomada de consciência e restauração da legalidade lingüística e simbólica dos direitos políticos e materiais dos povos oprimidos da América."[41]
Outros estudiosos, como o geógrafo, professor e especialista em geopolítica Demétrio Magnoli, consideram o uso da expressão "estadunidense" como uma tentativa de depreciação e retaliação ao povo dos Estados Unidos e associa o uso da palavra a sentimentos de antiamericanismo, provocado por ideologias de esquerda.[45]

Composição étnica

As principais ascendências étnicas dos habitantes dos Estados Unidos.
Os Estados Unidos têm uma população muito diversificada: trinta e um grupos étnicos têm mais de um milhão de membros. Os americanos brancos são o maior grupo racial; americanos alemães, irlandeses-americanos, ingleses-americanos constituem três dos quatro principais grupos étnicos do país. Os afro-americanos são a maior minoria racial da nação e o terceiro maior grupo étnico.[46][47] Os asiático-americanos são a segunda maior minoria racial do país; os dois maiores grupos étnicos asiático-americanos são chineses americanos e filipinos americanos.[46] Em 2008, a população americana incluía um número estimado de 4,9 milhões de pessoas com alguma ascendência de nativos americanos ou nativos do Alasca (3,1 milhões exclusivamente de tal ascendência) e 1,1 milhões com alguma ascendência de nativos do Havaí ou das ilhas do Pacífico (0,6 milhões exclusivamente).[47] De acordo com o censo de 2010, os hispânicos já são mais de 50 milhões nos Estados Unidos.[48]
Raça/etnia nos EUA (2008)[47]
Brancos 79,8%
Hispânicos (de qualquer etnia) 15,4%
Afro-americanos 12,8%
Americanos-asiáticos 4,5%
Multirraciais 1,7%
Nativos americanos e nativos do Alasca 1,0%
Nativos do Havaí e das ilhas do Pacífico 0,2%
O crescimento populacional dos hispânicos e latino-americanos é uma grande tendência demográfica. Os 46,9 milhões de americanos de ascendência hispânica[47] são identificados como uma etnia "distinta" pelo Census Bureau; 64% dos hispano-americanos são de origem mexicana. Entre 2000 e 2008, a população hispânica do país aumentou 32%, enquanto a população não hispânica cresceu apenas 4,3%.[47][49] Grande parte deste crescimento populacional vem da imigração. Em 2007, 12,6% da população era era constituída por indivíduos nascidos em outros países, 54% deles na América Latina.[50] A fertilidade é também um fator importante; o número médio de filho por mulher latino-americana (taxa de fecundidade é de três, de 2,2 para as mulheres não hispânicas negras e 1,8 para as mulheres não hispânicas brancas (abaixo da taxa de substituição populacional, que é de 2,1). Minorias (conforme definido pelo Census Bureau, ao lado de todos os não hispânicos, não multirraciais brancos) constituem 34% da população. Estima-se que os não brancos constituirão a maioria da população em 2042.
Por volta de 1/3 dos americanos brancos possuem ancestralidade africana, de acordo com um estudo autossômico de 2003. A média de contribuição africana para esse 1/3 da população branca americana ficou em 2,3%, mas havendo variações individuais em que a contribuição africana chega a até mais de 20%. Levando-se em conta toda a população branca americana, a média de contribuição africana cai para o valor pequeno de 0,7%. [51] Já em um estudo de 2010, concluiu-se que apenas 5% dos que se identificam como afro-americanos possuem ancestralidade africana superior a 95%. 27% dos afro americanos teriam ancestralidade africana inferior a 60%. 52% dos americanos brancos (a maioria, portanto) teriam ancestralidade europeia inferior a 95%. De acordo com outro estudo, americanos que se autodeclararam como de ascendência europeia revelam ancestralidade europeia, em média, de 93,20%. Afro americanos, ancestralidade africana de 86,20% (com variações individuais de 47,82% a 98,50% no caso dos afro americanos).[52] Os brancos americanos são maioria entre os norteamericanos que possuem idade superior a 65 anos (80% da população com idade superior a 65 anos). Entre os recém nascidos, porém, os não brancos (negros, latinos, asiáticos, etc) predominam e já ultrapassaram os brancos, de acordo com notícia divulgada em junho de 2011. [53][54]

Religião

Religião nos Estados Unidos
Religão

Percentagem
Protestantismo
  
51,3%
Catolicismo romano
  
23,9%
Sem religião
  
16,1%
Outros cristãos
  
3,3%
Outros
  
2,9%
Agnosticismo
  
2,4%
Judaísmo
  
1,7%
Ateísmo
  
1,6%
Pew Research Center, 2008
As religiões mais seguidas nos Estados Unidos da América são as que se denominam cristãs, sendo as protestantes as com maior número de seguidores. Sendo uma ex-colônia britânica, seria natural esse dado; no entanto, a Igreja Anglicana perdeu posições como a religião com maior número de devotos no país, representando atualmente algo em torno de 1,5%. As igrejas Batista (25,3%), Pentecostal (8,9%), e Luterana (5,1%) são as religiões protestantes mais praticadas, seguida pela para-protestante Mórmon (4,1%). Apesar da maior parte da população estadunidense declarar-se protestante, todavia, a Igreja Católica ainda é a religião que, sozinha, possui o maior número de fiéis, com 44,3% da população.
Ressalta-se que, no geral, os Estados Unidos, assim como boa parte do Novo Mundo, representou um porto-seguro para devotos de religiões outras que não a católica, fugidos principalmente durante a Inquisição[carece de fontes]. Dentre esses, destacam-se os judeus, representando 1% dos devotos estadunidenses. Depois, temos budistas (0,9%) e muçulmanos (0,6%).
É de notar o grande número de estadunidenses que se declaram ateus ou agnósticos, representando em torno de 15% da população.[55]

Idiomas

Um dado relevante que define a identidade de um povo é sua língua; no caso dos estadunidenses, não há oficialmente uma língua definida para todo o território nacional, sendo adotados diferentes idiomas, conforme cada estado-membro da federação. Reconhece-se, todavia, que o inglês seja o principal idioma, falado como língua nativa por 82% da população dos Estados Unidos.[carece de fontes] O castelhano é o segundo idioma mais falado, utilizado por 13% da população, sendo o quinto maior país de fala castelhana (atrás de México, Espanha, Argentina e Colômbia).[carece de fontes] O terceiro, e bem mais abaixo, é o chinês, falado por 0,61%, seguido de perto pelo francês, alemão e filipino.[carece de fontes] As línguas indígenas são faladas, no geral, por grupos específicos, sendo o Navajo o principal idioma.
Alguns estados definem-se como bilíngues ou mesmo multilíngues, oficialmente definindo ou não os idiomas. Estados como a Califórnia, por exemplo, já publicam os documentos públicos em oito idiomas diferentes, refletindo a relevância da população imigrante.

Ver também

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